A Copa do Mundo de 2022, sediada no Catar, promete não apenas definir o próximo campeão mundial, mas também quebrar algumas das maldições mais emblemáticas do futebol. Entre as seleções que buscam encerrar longos períodos de jejum, destacam-se a Inglaterra, que não vence desde 1966, a Holanda, tricampeã vice sem nunca ter conquistado o título, e o Brasil, que tenta superar o trauma do 7 a 1 contra a Alemanha em 2014. Além disso, a Argentina de Lionel Messi e a França de Kylian Mbappé entram como favoritas, enquanto a Alemanha busca reafirmação após a eliminação precoce em 2018. O torneio, realizado em meio a controvérsias políticas e de direitos humanos, também carrega o peso de ser o primeiro no Oriente Médio, com impacto direto na geopolítica esportiva global.
No panorama geral, a Copa do Mundo de 2022 é marcada por narrativas de superação e expectativas históricas. A Inglaterra, por exemplo, carrega a maldição de não vencer desde 1966, quando foi campeã em casa. A equipe de Gareth Southgate, finalista da Euro 2020, busca quebrar esse tabu, mas enfrenta a pressão de uma torcida que não vê o título há 56 anos. Já a Holanda, conhecida como a ‘Laranja Mecânica’, perdeu três finais (1974, 1978 e 2010) e nunca levantou a taça, uma sina que o técnico Louis van Gaal tenta reverter com um elenco experiente.
Maldições e Contexto Político
O Brasil, pentacampeão mundial, vive uma maldição mais recente: o 7 a 1 sofrido para a Alemanha na semifinal de 2014, em casa. A seleção de Tite, com Neymar como principal estrela, tenta exorcizar esse fantasma e conquistar o hexa, mas enfrenta a desconfiança de uma nação que ainda digere aquele resultado. A Argentina, por sua vez, busca o tricampeonato após 36 anos, com Messi em sua última Copa, enquanto a França tenta defender o título conquistado em 2018, algo que não acontece desde o Brasil em 1962. A Alemanha, eliminada na fase de grupos em 2018, quer provar que o fiasco foi um acidente, mas a pressão é enorme.
Além das maldições esportivas, a Copa do Catar é palco de debates políticos intensos. O país, criticado por violações de direitos humanos e pelo tratamento a trabalhadores migrantes, usa o torneio para projetar poder regional. A escolha do Catar, um pequeno emirado rico em gás natural, gerou acusações de corrupção na FIFA, com investigações que apontam subornos e influência política. A competição também reflete a ascensão do Oriente Médio no cenário esportivo, com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos investindo pesado em futebol, enquanto a Rússia, anfitriã em 2018, está isolada após a invasão da Ucrânia.
Outro ponto de impacto é a logística do torneio, com estádios climatizados e uma concentração geográfica inédita, permitindo que torcedores assistam a múltiplos jogos no mesmo dia. Isso, porém, gerou críticas sobre a falta de tradição futebolística no Catar e a artificialidade do evento. A FIFA, sob a presidência de Gianni Infantino, defende a escolha como uma forma de expandir o futebol, mas a sombra das maldições históricas e das controvérsias políticas torna esta Copa uma das mais aguardadas e polarizadas da história.
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