A Copa do Mundo de 2026 atinge seu ponto crítico nesta terça-feira (23 de junho) com uma rodada decisiva da fase de grupos, que coloca em campo astros como Cristiano Ronaldo, Harry Kane e James Rodríguez. As partidas, que ocorrem em estádios espalhados pelos Estados Unidos, Canadá e México, podem definir classificações antecipadas e eliminações prematuras, elevando a tensão entre as 32 seleções participantes. O torneio, que já registrou públicos recordes e audiência global acima de 3 bilhões de espectadores, entra em uma fase onde cada gol pode valer uma vaga nas oitavas de final.
A programação desta terça-feira inclui confrontos de alto impacto, como o duelo entre Portugal e Uruguai, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, busca liderar sua seleção após uma vitória suada na estreia contra Gana, enquanto o Uruguai, comandado por Federico Valverde, tenta se recuperar do empate com a Coreia do Sul. Outro jogo de destaque é Inglaterra contra Irã, às 13h, no Estádio de Seattle, onde Harry Kane tenta manter a artilharia após dois gols na primeira rodada. Já Colômbia, com James Rodríguez em grande fase, enfrenta a Alemanha às 19h, no Estádio Azteca, no México, em um confronto que pode decidir o líder do Grupo H.
Panorama político e impacto global
Além do espetáculo esportivo, a Copa do Mundo de 2026 carrega forte peso político e econômico. A escolha da sede tripla (EUA, Canadá e México) foi vista como uma tentativa de fortalecer laços diplomáticos na América do Norte, mas também gerou críticas de movimentos sociais que apontam o alto custo dos estádios e a repressão a protestos durante a construção. A FIFA, sob a presidência de Gianni Infantino, estima que o torneio gere US$ 11 bilhões em receitas, mas organizações de direitos humanos denunciam o uso de mão de obra precarizada em obras de infraestrutura. No campo geopolítico, a participação de seleções como Irã e Ucrânia (que se classificou pela primeira vez) acirra debates sobre liberdade de expressão e boicotes, com atletas usando a competição para fazer declarações políticas, como o uso de braçadeiras com mensagens de paz.
Para o Brasil, que não está na competição após a eliminação nas eliminatórias, a Copa de 2026 representa uma oportunidade de reavaliação do futebol nacional. A CBF já anunciou um plano de reforma das categorias de base, mas a ausência da seleção canarinho no Mundial pela primeira vez desde 1930 gerou protestos e pedidos de impeachment do presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues. Enquanto isso, a torcida brasileira acompanha os jogos com olhos atentos, especialmente os confrontos que envolvem rivais históricos, como Argentina e Uruguai.
A rodada desta terça-feira também marca o início da segunda rodada para os grupos G e H, com jogos decisivos que podem definir os rumos da competição. No Grupo G, Brasil (que não joga, mas é citado como referência) e Sérvia lideram, enquanto no Grupo H, a Colômbia de James Rodríguez busca confirmar o favoritismo contra a Alemanha, que tenta evitar uma eliminação precoce. A expectativa é de que os estádios estejam lotados, com ingressos esgotados para todas as partidas, e a audiência global deve ultrapassar 1,5 bilhão de pessoas apenas nesta terça-feira.
Para quem não puder comparecer aos estádios, a transmissão ao vivo será feita por emissoras como Globo (no Brasil), Fox Sports (nos EUA) e BBC (no Reino Unido), além de plataformas de streaming como FIFA+. A cobertura jornalística, incluindo análises táticas e entrevistas exclusivas, estará disponível em portais como o Republica do Povo, que preparou um guia completo com horários, escalações e curiosidades sobre cada partida.
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