Um estudo recente aponta que as cotas de gênero, implementadas no Brasil em 1997, não são suficientes para garantir uma presença feminina significativa na política. Apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, o país ainda está longe de alcançar a paridade entre homens e mulheres nos espaços de poder.

A pesquisa destaca que, embora as cotas tenham aumentado o número de candidaturas femininas, a efetiva eleição de mulheres continua sendo um desafio. Fatores como financiamento de campanha, estrutura partidária e resistência cultural são apontados como barreiras que persistem mesmo com a legislação.

Especialistas ouvidos no levantamento defendem que medidas complementares, como incentivos fiscais e punições mais rígidas para partidos que não cumprirem as regras, são necessárias para transformar a presença feminina em realidade concreta nos legislativos municipais, estaduais e federal.

O debate ganha força em Alagoas, onde a política ainda é majoritariamente masculina. A expectativa é que o tema paute as discussões sobre reforma eleitoral e políticas públicas de incentivo à participação feminina nas eleições de 2026.

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