Uma revisão de estudos publicada na revista Brain Medicine acendeu um novo debate na área da saúde mental: a creatina, famosa entre frequentadores de academia, pode ajudar no tratamento da depressão. A análise de cinco ensaios clínicos mostrou resultados promissores em dois deles, especialmente entre mulheres.
Especialistas, no entanto, fazem questão de lembrar que o suplemento não é remédio. A creatina pode até dar um gás extra, mas não substitui terapia, medicamentos ou acompanhamento psiquiátrico. A euforia com descobertas preliminares, alertam, pode levar a automedicação e frustração.
O estudo ainda é uma semente, não uma árvore frondosa. Enquanto a ciência não confirma o efeito em larga escala, o conselho é manter os pés no chão: tratar depressão exige cuidado multidisciplinar, e não apenas uma colherada de pó antes do treino.
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