A era do celular na mão de crianças parece estar dando uma trégua. Dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (2), mostram que a proporção de crianças e adolescentes com telefone celular caiu. O principal motivo? Segurança e privacidade, segundo os próprios responsáveis.
A pesquisa revela que, pela primeira vez, a preocupação com riscos digitais superou a pressão social ou a praticidade. Pais e mães agora citam o medo de exposição a conteúdos impróprios e contatos perigosos como justificativa para segurar o smartphone.
O levantamento nacional entrevistou milhares de domicílios e confirma uma tendência: depois do boom de telas na pandemia, o sinal amarelo acendeu. Em Alagoas, a discussão ecoa em escolas e gabinetes, onde o tema já pauta projetos de conscientização digital.
Para especialistas, o dado é um alerta político. Com a aproximação das eleições de 2026, o debate sobre regulação do uso de tecnologia por menores pode ganhar força no Congresso e nas assembleias legislativas.
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