A ilha de Cuba celebra neste sábado os 100 anos do nascimento de Fidel Castro, figura central da Revolução Cubana, em um clima de tensão com os Estados Unidos. A data, que mobiliza atos oficiais e homenagens em Havana, ocorre em meio a um novo pacote de sanções anunciado pelo governo americano, que promete intensificar o embargo econômico contra o país caribenho.
O regime cubano aproveita a efeméride para reafirmar o discurso de resistência, enquanto Washington, por sua vez, acusa a ilha de violações de direitos humanos e apoia a oposição interna. A celebração, que inclui desfiles e eventos culturais, também serve de palco para críticas à política externa dos EUA, classificada por autoridades locais como “hostil e anacrônica”.
Especialistas apontam que a data tem forte simbolismo político, mas também expõe os desafios econômicos enfrentados por Cuba, agravados pela pandemia e pela crise energética. A população, dividida entre nostalgia e descontentamento, observa as comemorações em um cenário de escassez e incertezas sobre o futuro do modelo socialista.
O próximo passo esperado é a resposta do governo cubano às novas sanções, que deve incluir medidas diplomáticas e uma campanha de solidariedade internacional. A oposição, por sua vez, planeja atos discretos para marcar a data, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos dessa nova fase de tensão entre os dois países.
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