A Polícia Federal agora investiga dois casos de previdência que, à primeira vista, estão separados por mais de 2 mil quilômetros — mas que, no detalhe, compartilham os mesmos personagens. De Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, a Maceió, os nomes se repetem e levantam suspeitas sobre a atuação de uma consultoria em ambos os municípios.
O secretário da Fazenda de Maceió presidiu o Conselho Fiscal da PreviCampos, fundo de previdência de Campos. Já a consultoria de Renan Calamia prestou serviços nas duas cidades. Agora, tanto o fundo fluminense quanto o caso Master, que envolve a capital alagoana, tiveram bens bloqueados por decisão judicial.
A coincidência de nomes e a atuação da mesma consultoria em dois estados diferentes chamam a atenção dos investigadores. A suspeita é de que o mesmo modus operandi tenha sido usado para fragilizar os fundos, o que teria levado a prejuízos aos cofres públicos e, por consequência, à quebra de confiança no sistema previdenciário municipal.
Enquanto a PF aprofunda as apurações, o caso ganha contornos políticos em Alagoas, já que o secretário é figura ligada à gestão municipal. A expectativa é de que novos depoimentos sejam colhidos nas próximas semanas, e o desenrolar do caso pode respingar diretamente na administração da capital.
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