O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a mirar as emendas parlamentares e as classificou como o “maior vetor de corrupção” dentro da burocracia estatal. A declaração foi feita por videoconferência durante encontro do Grupo de Estudos de Lavagem de Dinheiro da USP, conforme repercutiu o portal Tribuna do Sertão.
Na fala, Dino defendeu que o atual desenho dos repasses — especialmente os de execução obrigatória — fragiliza o controle e abre margem para desvios. O ministro não citou casos específicos, mas reforçou que o problema é estrutural e exige aperfeiçoamento do sistema.
A declaração chega em meio ao debate sobre o Orçamento de 2026, quando os parlamentares já articulam para ampliar o volume de recursos próprios. A fala do ministro deve ecoar no Congresso, onde o tema é tratado como questão de sobrevivência política.
Nos bastidores, a avaliação é que Dino tenta pavimentar uma narrativa para endurecer regras de transparência. O próximo passo esperado é a apresentação de novas diretrizes pelo STF sobre o tema, o que promete esquentar o embate entre os Poderes.
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