O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), quebrou o silêncio nesta semana para rebater as críticas que vem recebendo após a operação da Polícia Federal que mirou uma fonte de um jornalista. Em declaração oficial, o magistrado afirmou que é alvo de ‘agressões e injustiças’ e que, por conta de sua função, não pode participar de ‘apaixonados debates públicos’.
Dino disse que acompanha ‘calado’ e ‘perplexo’ as reações à operação, que gerou forte repercussão política e jurídica. O ministro evitou entrar em detalhes sobre o caso, mas deixou claro que não pretende responder às provocações. ‘Minha função não me permite descer ao nível de debates passionais’, afirmou, em tom de resignação.
A operação da PF, que atingiu uma fonte ligada a um jornalista, reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa e os limites da atuação do STF. Para aliados de Dino, a reação do ministro é uma tentativa de blindar a Corte em meio a um clima de tensão crescente entre os Poderes.
Nos bastidores, a expectativa é que o caso ganhe novos capítulos nas próximas semanas, com possíveis manifestações de entidades de classe e parlamentares. Dino, por ora, sinaliza que não vai alimentar a polêmica, mas a pressão política pode forçá-lo a se posicionar de forma mais enfática.
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