Dólar recua para R$ 5,17 e Ibovespa sobe 0,9% após anúncio de recompra de títulos nos EUA

O anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que pretende ampliar as operações de recompra de títulos de longo prazo trouxe alívio global e derrubou o dólar, que fechou em forte queda, enquanto a bolsa brasileira avançou quase 1%. O dólar à vista recuou 0,86% e encerrou o pregão a R$ 5,177, pela primeira vez abaixo de R$ 5,20 após três sessões. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, subiu 0,9%, aos 167.830,27 pontos.

O movimento foi impulsionado pela decisão do Tesouro americano de dobrar o volume de algumas operações de recompra de títulos com vencimentos entre 10 e 30 anos. As operações, previstas entre 9 de setembro e 4 de novembro, terão volume de pelo menos US$ 4 bilhões por operação, ante US$ 2 bilhões anteriormente. A medida reduziu a pressão sobre os juros dos Treasuries (títulos do Tesouro estadunidense) e aumentou o apetite global por ativos de risco, beneficiando mercados emergentes como o Brasil.

Desempenho do câmbio

Durante a manhã, por volta das 10h30, a moeda estadunidense chegou a R$ 5,15, mas fechou a R$ 5,177. Na véspera, o dólar comercial tinha fechado a R$ 5,22, no maior valor desde 30 de março, quando havia encerrado a R$ 5,24. Apesar da queda no pregão, o dólar ainda acumula alta de 1,83% na semana e de 2,09% em agosto. Em julho, a moeda havia registrado queda de 1,79%.

Impacto nos mercados

A medida do Tesouro americano ajudou a aliviar a pressão sobre o mercado de renda fixa dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos. Com a redução dos juros dos títulos de longo prazo, investidores buscaram ativos mais arriscados, como ações e moedas de economias emergentes. A bolsa brasileira acompanhou o movimento global, com alta de 0,9% no Ibovespa.

Especialistas avaliam que a sinalização de recompra de títulos pelo Tesouro americano reduz a volatilidade nos mercados financeiros e pode dar suporte a moedas como o real nas próximas semanas, embora o cenário ainda dependa de fatores internos e externos, como a política monetária do Federal Reserve e o ambiente fiscal brasileiro.

Em outras notícias relacionadas, o governo brasileiro, por meio do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan, pretende mediar negociação do Rio de Janeiro com o BNDES e o Banco do Brasil. Além disso, a Embrapa entregou propostas de agricultura sustentável para candidatos, e o governo fará esforço por fim da taxa das blusinhas, segundo Durigan.

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