A família de Marielle Franco classificou como “inadmissível” a entrevista com Ronnie Lessa, ex-policial condenado pela morte da vereadora. Em nota, os parentes afirmam que a reconstituição do crime não pode ser tratada como entretenimento e que a dor da perda não pode virar produto midiático.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, os familiares também criticam o tom da abordagem, que teria dado espaço de fala ao assassino sem qualquer contraponto ético. “Transformar um feminicídio político em audiência é um desrespeito com a história e com o povo brasileiro”, diz trecho da manifestação.
A entrevista, que já circula nas redes, reacendeu o debate sobre os limites do jornalismo em casos de grande comoção. Especialistas ouvidos na reportagem apontam que a espetacularização de crimes pode atrapalhar a memória das vítimas e até influenciar investigações em andamento.
O próximo passo esperado é que a família formalize uma representação junto ao Ministério Público e à Comissão de Direitos Humanos, cobrando responsabilização dos envolvidos na produção do conteúdo. Enquanto isso, a pressão nas redes segue alta, com pedidos de boicote ao veículo que exibiu a conversa.
Fonte: ver noticia original

