O comércio alagoano sentiu o gostinho do “Efeito Copa” em junho, com as vendas crescendo 0,5% na comparação mensal, segundo dados do IBGE. O resultado, puxado por artigos esportivos, televisores e produtos alimentícios, anima o setor, mas já vem com alerta: os juros altos seguram o fôlego do varejo.
Enquanto a torcida comprava camisas e telas para acompanhar os jogos, os lojistas comemoravam o movimento extra. No entanto, a euforia esbarra na realidade do crédito caro, que reduz o poder de compra das famílias e limita a expansão das vendas nos próximos meses.
Para o cenário político, o desempenho do comércio é termômetro importante, já que o consumo reflete diretamente na arrecadação e na popularidade dos governantes. Com a pré-candidatura de João Henrique Caldas (JHC) ao governo de Alagoas em 2026, a pauta econômica deve ganhar destaque nos debates, especialmente em um estado onde o varejo é motor de empregos.
O próximo passo do setor é aguardar a queda da taxa básica de juros para destravar investimentos e financiamentos. Até lá, a expectativa é de cautela, com o comércio apostando em datas sazonais para manter o ritmo de vendas.
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