O cenário da eleição para o governo de Alagoas em 2026 já começa a se desenhar com dois nomes principais: João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo, e Renan Filho, ex-governador e atual ministro. Pesquisas recentes indicam vantagem de JHC, que aparece com 14 pontos de diferença sobre Renan Filho, e até 50% dos votos válidos, o que poderia garantir vitória no primeiro turno. A disputa, no entanto, é marcada por alianças partidárias e rejeições que podem influenciar o resultado final.
O cenário eleitoral em Alagoas reflete a polarização nacional, com JHC associado a uma base de direita e Renan Filho ligado ao grupo político do presidente Lula. O PCdoB de Alagoas já declarou apoio a Lula, Renan Calheiros e Renan Filho para 2026, consolidando a aliança da esquerda no estado. Enquanto isso, Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, lidera pesquisa para o Senado em Alagoas, o que acirra ainda mais a pré-campanha.
Pesquisas e rejeição
Dados de pesquisa mostram que JHC tem 50% dos votos válidos, o que o coloca em posição de possível vitória no primeiro turno. Renan Filho, por sua vez, aparece com cerca de 36% das intenções de voto. A vantagem de JHC é atribuída à alta rejeição de Renan Filho entre eleitores de centro e direita, além da forte base de apoio do pré-candidato em Maceió e no interior do estado.
No entanto, a rejeição a JHC também é significativa, especialmente entre eleitores de esquerda, que veem nele um representante do bolsonarismo. A pesquisa também aponta que Flávio Bolsonaro, senador, depôs à Polícia Federal sob suspeita de calúnia contra Lula em postagem sobre Maduro, o que pode impactar a imagem de JHC, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alianças e estratégias
O grupo político de Renan Filho aposta na aliança com o PT e o PCdoB para garantir o apoio do eleitorado de esquerda. Já JHC conta com o apoio de parte do centrão e de setores conservadores. A disputa também envolve o Senado, onde Arthur Lira lidera as pesquisas, o que pode influenciar a composição de chapas e alianças.
O cenário em Alagoas é um dos mais acirrados do país, com dois candidatos com altos índices de conhecimento e rejeição. A campanha promete ser marcada por ataques e defesas, com foco em gestão, corrupção e alianças políticas. A definição do cenário final dependerá da capacidade de cada candidato de ampliar sua base e reduzir a rejeição.
Fonte: ver noticia original

