Eleição simulada no Maranhão mobiliza eleitores e testa segurança das urnas para 2026

Eleitores do município maranhense de Paulino Neves, a 300 quilômetros de São Luís, participaram neste domingo (23) do pleito simulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições Gerais 2026, que acontecerão em outubro deste ano. A ação, realizada em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), teve como objetivo testar a segurança, a agilidade e a transparência do sistema eletrônico de votação em condições reais de uso.

A participação de 1.398 pessoas na eleição simulada foi voluntária e representou 9,22% do eleitorado da cidade, percentual considerado dentro do padrão médio do evento. A totalização dos resultados foi encerrada em 14 minutos, demonstrando a eficiência do sistema. Foram mobilizadas para a ação 24 seções eleitorais, espalhadas pelas zonas urbana e rural de Paulino Neves, com a atuação de 96 mesárias e mesários, que participaram de simulações de fluxo de eleitores, testes de acessibilidade e treinamento para resolver possíveis falhas nos equipamentos.

Transparência e segurança do processo eleitoral

A presidente do TRE-MA, desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, informou que a simulação correu tranquilamente, sem intercorrências técnicas ou logísticas. “A mensagem que fica para o eleitor e para o cidadão é que a urna eletrônica funciona e a Justiça Eleitoral trabalha com seriedade e transparência, respaldada por um corpo técnico especialista em eleições há mais de 30 anos. O sistema é transparente, auditável e seguro. Não ocorreu nada fora do previsto”, disse.

Técnicos e observadores do TSE acompanharam a atividade, que coletou dados em tempo real sobre a transmissão de resultados, além do processo de atendimento nas urnas. A eleição simulada para testar os sistemas do pleito foi criada no Maranhão, em 2004, e é considerada referência para o Brasil.

Treinamento e soberania do voto

Além do teste dos equipamentos, a ação serviu como treinamento para os mesários, que aprenderam a operar a urna eletrônica, reproduzindo a rotina do dia oficial de votação. A abertura da eleição simulada contou com a participação do presidente do TSE, que defendeu a urna eletrônica em reunião com embaixadores, e o tribunal também debateu o combate a deepfakes nas eleições, temas que reforçam a segurança do processo eleitoral.

O evento em Paulino Neves integra uma série de iniciativas da Justiça Eleitoral para garantir a lisura do pleito de outubro, em um cenário político que exige atenção redobrada contra a desinformação e as fraudes digitais. A simulação demonstrou que o sistema está preparado para receber milhões de eleitores em todo o país, com rapidez e confiabilidade.

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