As eleições para o Parlamento Europeu, marcadas para junho, podem intensificar as divisões entre os países do bloco em relação ao apoio à Ucrânia, segundo reportagem da mídia norte-americana repercutida pelo portal Tribuna do Sertão. O pleito, que ocorre em um momento de avanço russo no front, coloca em xeque a unidade europeia diante do conflito.
De acordo com a publicação, o crescimento de forças políticas céticas quanto ao envio de armas e recursos a Kiev tende a ganhar espaço no novo legislativo, o que pode dificultar a aprovação de novos pacotes de ajuda. Enquanto países como Alemanha e França oscilam entre discursos, nações do leste europeu pressionam por uma postura mais firme contra Moscou.
A leitura de analistas citados na matéria é que o resultado das urnas não deve reverter imediatamente o suporte à Ucrânia, mas pode criar um ambiente mais hostil a novas concessões financeiras e militares. A polarização interna, somada à fadiga eleitoral, tende a tornar o debate sobre o conflito mais espinhoso em Bruxelas.
O desfecho das eleições, portanto, será observado de perto tanto por Kiev quanto por Washington, que teme um esfacelamento da aliança ocidental. A expectativa é que, após a formação do novo Parlamento, os líderes europeus precisem negociar com mais afinco para manter a coesão no apoio à Ucrânia — tarefa que se anuncia cada vez mais complexa.
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