A Justiça de Santa Catarina determinou que o empresário Ralf Junior Dombek Manke seja submetido ao Tribunal do Júri pelo assassinato de dois corretores, ocorrido no Litoral Norte, devido a conflitos comerciais em transações imobiliárias.
O crime aconteceu no dia 1º de julho no interior de uma empresa em Balneário Piçarras, onde o réu teria efetuado doze disparos de arma de fogo contra as vítimas. O empresário era sócio de um dos homens mortos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, as vítimas foram atraídas para uma sala privada após uma conversa amigável. Além do duplo homicídio, Manke responderá por porte ilegal de arma restrita, já que não possuía autorização para o transporte do armamento.
A investigação aponta que equipamentos de gravação foram removidos do local do crime logo após a execução dos corretores. O réu admitiu os tiros em depoimento, mas a defesa alega que ele agiu sob emboscada.
Tese de legítima defesa
O advogado de defesa, Rodolfo Warmeling, sustenta que o cliente estava em situação de nítida desvantagem numérica e agiu para se proteger de uma agressão iminente. Segundo a equipe jurídica, o empresário sofreu forte pressão psicológica no encontro.
A decisão de pronúncia, que confirma o julgamento popular, manteve a prisão preventiva do acusado para garantir a ordem pública. O processo segue agora para a fase de sorteio dos jurados e definição da data da sessão.
