O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), a Associação dos Empreendedores e Vítimas da Mineração em Maceió (AEVMM) e o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) divulgaram nota de repúdio contra a participação do “Plano de Ações Sociourbanísticas (PAS) no Caso Braskem” no XIV Prêmio da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). As entidades pedem a exclusão da iniciativa da disputa.
Na nota, os movimentos afirmam que o PAS “não garantiu reparação” às milhares de famílias afetadas pelo afundamento do solo em Maceió, causado pela mineração da Braskem. Para eles, premiar o plano seria um desrespeito às vítimas, que ainda enfrentam dificuldades com indenizações e realocação. A crítica ironiza a tentativa de transformar uma tragédia em vitrine institucional.
O plano foi elaborado pelo Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) e outras instituições, mas as entidades denunciam que ele não resolve os problemas estruturais dos bairros atingidos. A pressão agora é para que a ANPR retire o PAS da lista de concorrentes, sob pena de legitimar uma ação considerada insuficiente. O próximo passo é aguardar a resposta da associação, que pode reavaliar a inscrição diante da repercussão negativa.
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