O governo de Alagoas deu mais um passo para acelerar a maior obra hídrica do estado. Foram liberadas 223 áreas para a continuidade das obras do Canal do Sertão, em uma nova etapa que envolve procedimentos de desapropriação. A medida é necessária para que os trabalhos de expansão do sistema avancem sem entraves judiciais ou burocráticos.
A liberação das áreas integra um pacote de ações que o estado vem adotando para destravar investimentos em infraestrutura. A movimentação ocorre em meio a um cenário de desbloqueio de R$ 5,7 bilhões no Orçamento federal, que pode impulsionar projetos em Alagoas. A expectativa é que a regularização fundiária das faixas de obras evite paralisações e garanta o cronograma previsto.
O Canal do Sertão é considerado estratégico para o abastecimento de água em dezenas de municípios do interior. A expansão promete ampliar a capacidade de distribuição e beneficiar diretamente a população que depende do sistema. A nova etapa de desapropriação, no entanto, ainda depende de acordos com proprietários das áreas para ser concluída sem conflitos.
Nos bastidores, a celeridade do processo é vista como um teste para a capacidade do estado de tocar grandes obras. Enquanto isso, o governo também acompanha de perto a disputa por empréstimos para obras em São Paulo, que expõe um racha entre o governo federal e as gestões estaduais — um cenário que pode influenciar futuras negociações de financiamento.
O próximo passo esperado é a publicação dos decretos de utilidade pública das áreas e o início das tratativas diretas com os proprietários. A conclusão dessa fase é condição para que as máquinas retomem o ritmo pleno nos trechos ainda não liberados. A expectativa política é que o avanço das obras sirva de vitrine para o estado em 2026, ano eleitoral.
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