A Polícia Civil de Alagoas revelou que o ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL), Marconi José dos Santos, de 42 anos, utilizava a farda da corporação para dar credibilidade e aplicar o golpe do falso PIX. A prisão ocorreu nesta terça-feira (4), em Maceió, após investigações que apontaram mais de 30 vítimas, incluindo uma garota de programa, proprietários de depósitos de bebidas e lojas de materiais de construção.
De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo causado em cada golpe é estimado em cerca de R$ 5 mil. A vítima mais recente foi uma garota de programa, que teria sido alvo do esquema pouco antes da prisão. O ex-militar já era investigado e monitorado pela Delegacia Especializada de Roubos da Capital (DERC), e voltou a agir no caso envolvendo a profissional do sexo.
Investigação e prisão
Em coletiva de imprensa, a coordenadora da DERC, delegada Camila Chacon, afirmou que na residência do suspeito foi localizada a farda da PM que ele utilizava para transmitir mais credibilidade às vítimas. “Ele já vinha sendo investigado e monitorado, e voltou a agir nesse caso envolvendo a garota de programa”, disse a delegada.
O ex-cabo ingressou na PM em 2006 e foi expulso em setembro de 2022, após análise do Conselho Disciplinar. A expulsão ocorreu depois de ele ter sido preso em flagrante em 2016, sob suspeita de aplicar golpes em estabelecimentos comerciais de Maceió, Rio Largo e São Miguel dos Campos. A Polícia Militar confirmou que a expulsão foi motivada por envolvimento em golpes financeiros.
Panorama do golpe do falso PIX
O golpe do falso PIX tem se tornado recorrente em Alagoas e em todo o país, com criminosos simulando transferências bancárias que não são concluídas. A utilização de fardas ou identificações falsas é uma estratégia para aumentar a confiança das vítimas, especialmente em transações comerciais. A ação da Polícia Civil reforça a importância de verificar a autenticidade de pagamentos e denunciar suspeitas às autoridades.
O suspeito foi encaminhado ao Complexo de Delegacias Especializadas, no bairro de Mangabeiras, em Maceió, onde permaneceu preso. As investigações continuam para identificar todas as vítimas e recuperar os valores desviados.
Fonte: ver noticia original

