O ex-prefeito Vinícius Donnover Gomes, de 48 anos, foi preso nesta segunda-feira (29) pela Polícia Civil, em cumprimento a um mandado de prisão decorrente da condenação dele a sete anos de reclusão pelo crime de corrupção. A detenção ocorreu no povoado Alto Lindo, na zona rural de Goiatins, e foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O mandado foi expedido pela Vara de Juízo Único de Goiatins, que determinou a regressão de regime. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Donnover até a última atualização desta reportagem.
A condenação de Vinícius Donnover Gomes ocorreu em 2021, mas ele recorreu aos tribunais superiores e respondia em liberdade. Após a prisão, o ex-prefeito foi encaminhado para a Central de Atendimento da Polícia Civil em Araguaína para os procedimentos de praxe e está à disposição do Poder Judiciário. Este caso se insere em um contexto mais amplo de combate à corrupção no estado do Tocantins, onde investigações têm revelado esquemas de desvio de recursos públicos em diversas prefeituras.
Histórico de investigações e prisão anterior
O ex-prefeito já havia sido preso em 2016, após ser alvo da Operação Bagration, da Polícia Federal, que descobriu um esquema suspeito de desviar cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos da cidade. Ele foi solto em 2017 e recebido com festa na cidade após sair da prisão. A operação faz parte de um conjunto de ações da Polícia Federal no estado, que também investiga fraudes em licitações e contratos públicos, como o caso do uso de ‘laranjas’ e biometria facial em fraudes de R$ 55 milhões, e a investigação sobre terceiros que cumpriam plantões por servidora matriculada em curso de medicina no Paraguai.
A prisão de Vinícius Donnover Gomes ocorre em um momento de intensificação das operações de combate à corrupção no Tocantins, com a Polícia Civil e a Polícia Federal atuando em conjunto para responsabilizar agentes públicos envolvidos em desvios de recursos. O caso de Goiatins é emblemático por envolver um ex-prefeito condenado por corrupção, mas também por destacar a necessidade de maior transparência e controle social sobre a gestão pública municipal.
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