A revisão do Plano Diretor de Maceió, que já deveria ter ocorrido em 2015, volta ao centro do debate político e urbanístico da capital. Para especialistas, o boom imobiliário dos últimos anos escancara a necessidade de conciliar novos empreendimentos com mobilidade, saneamento e preservação ambiental. O alerta é de que, sem a atualização, a cidade cresce às cegas.
O atraso de mais de uma década na legislação, prevista pelo Estatuto da Cidade, levanta críticas sobre a falta de planejamento. Enquanto isso, bairros como Jatiúca e Ponta Verde veem novos prédios surgirem sem que a infraestrutura acompanhe o ritmo. A situação contrasta com investimentos em outras regiões, como a duplicação da AL-101 Norte, que projeta expansão estratégica para o turismo.
A prefeitura, sob gestão do prefeito João Henrique Caldas (JHC), ainda não apresentou cronograma oficial para a revisão. Nos bastidores, a especulação é de que o tema pode ganhar força apenas após as eleições municipais de 2028, o que irrita urbanistas e movimentos sociais. O próximo passo esperado é a pressão da Câmara de Vereadores para instalar uma comissão especial sobre o assunto.
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