Diogo dos Santos Serpa, o falso médico preso em flagrante ao atender uma criança com tumor cerebral em Nova Iguaçu, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (8). A decisão foi tomada após a Justiça avaliar os riscos de liberdade do acusado, que não possuía registro profissional para exercer a medicina.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de que Diogo dos Santos Serpa atuava como médico sem qualquer formação ou registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Ele foi detido em flagrante enquanto atendia uma criança com câncer, em uma unidade de saúde de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A vítima, que já enfrentava um tratamento delicado contra um tumor cerebral, foi exposta a um atendimento irregular, o que gerou comoção e revolta entre familiares e autoridades.
Audiência de custódia e decisão judicial
Na audiência de custódia, o juiz responsável pelo caso considerou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, além de assegurar a aplicação da lei penal. A conversão da prisão em flagrante para preventiva significa que Diogo permanecerá detido até o julgamento, sem direito a pagamento de fiança. A defesa do acusado ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão.
O caso expõe uma preocupação crescente com a atuação de falsos profissionais de saúde no país. Em 2026, o Brasil já registrou diversos episódios de pessoas se passando por médicos, enfermeiros e outros profissionais da área, muitas vezes colocando vidas em risco. A falta de fiscalização e a facilidade de falsificação de documentos são apontadas como fatores que contribuem para esse tipo de crime.
Panorama e repercussão
A prisão de Diogo dos Santos Serpa reacende o debate sobre a segurança no atendimento médico e a necessidade de verificação rigorosa de credenciais em hospitais e clínicas. A criança atendida pelo falso médico segue em tratamento, e a família busca apoio jurídico para responsabilizar o acusado. O caso também levanta questionamentos sobre a responsabilidade das instituições de saúde em contratar profissionais devidamente habilitados.
Em Nova Iguaçu, a população local demonstrou indignação, e a Secretaria Municipal de Saúde informou que abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento. Enquanto isso, a Polícia Civil investiga se Diogo atuava em outros locais e se há outras vítimas. A Justiça determinou que o acusado permaneça preso, aguardando o desenrolar do processo.
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