O Tribunal do Júri condenou, nessa quinta-feira (20), Edivaldo de Lima Santos a 25 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Milene Cristina Gracindo da Silva. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de feminicídio e meio cruel, após a vítima ter sido asfixiada e afogada pelo companheiro.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça João de Sá Bonfim Filho, do Ministério Público, que apresentou as provas e sustentou a tese de que o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar, com uso de meio que dificultou a defesa da vítima.
Decisão do Júri e pena aplicada
O Conselho de Sentença, composto por jurados, acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público, reconhecendo as duas qualificadoras. Com isso, a pena foi fixada em 25 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. A sentença representa uma resposta firme do Judiciário alagoano a um caso que chocou a comunidade local.
Panorama da violência contra a mulher
O caso reforça a gravidade da violência de gênero no Brasil, que registra altos índices de feminicídio. Segundo dados recentes, Alagoas tem enfrentado desafios no enfrentamento a esse tipo de crime, com campanhas e políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. A condenação de Edivaldo de Lima Santos é um exemplo de que o sistema de Justiça pode atuar com rigor, mas especialistas alertam que a prevenção ainda é o caminho mais eficaz para reduzir esses números.
A informação foi divulgada pelo portal Alagoas 24 Horas, que acompanhou o julgamento. A reportagem não localizou a defesa do réu para comentar a decisão, mas o processo segue agora para análise de eventuais recursos.
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