O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), negou, nesta quarta-feira (22), ter recebido dinheiro da Copenhagen Assessoria e Consultoria, empresa que recebeu repasses do Banco Master. A declaração ocorre em meio a investigações que apuram supostas irregularidades financeiras envolvendo a empresa, que tinha como diretor um gestor da administradora de recursos do banco. O caso ganha relevância no cenário político nacional, especialmente por envolver um dos principais nomes da oposição e por se somar a outras frentes de apuração sobre financiamento de campanhas e movimentações suspeitas de recursos.
A negativa de Flávio Bolsonaro foi feita por meio de nota oficial, na qual o senador afirma não ter qualquer relação financeira ou comercial com a Copenhagen Assessoria e Consultoria. A empresa, que recebeu repasses do Banco Master, está sob suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes contábeis. A investigação, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, busca esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados pela consultoria, que tem ligações com figuras políticas e empresariais.
Panorama político e investigações em curso
O caso se insere em um contexto mais amplo de apurações sobre o uso de recursos financeiros no meio político. Recentemente, a Polícia Federal investiga suposta falsificação de escritura para justificar R$ 470 mil apreendidos com aliados do líder do PL, conforme reportagem do portal República do Povo. Além disso, o fundo eleitoral do PL, partido de Flávio Bolsonaro, triplicou em quatro anos e atingiu R$ 881,6 milhões para 2026, o que levanta questionamentos sobre a transparência e a origem dos recursos destinados às campanhas.
Outro caso que chama a atenção é a investigação sobre uma rede de fraudes bilionárias e conexões políticas, na qual uma empresa ligada a um filme de Jair Bolsonaro recebeu R$ 159 milhões de fundos investigados. Esses episódios reforçam a necessidade de um debate aprofundado sobre o financiamento político no Brasil, especialmente em ano pré-eleitoral, quando as movimentações financeiras tendem a se intensificar.
A Copenhagen Assessoria e Consultoria também é alvo de investigações por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central, que buscam identificar possíveis irregularidades nos repasses feitos pelo Banco Master. A empresa, que atua na área de consultoria financeira, tem entre seus sócios e diretores pessoas com histórico de envolvimento em operações de alto risco e com vínculos políticos.
O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República pelo PL, tem enfrentado uma série de questionamentos sobre suas finanças pessoais e de sua família. Em 2023, ele foi alvo de investigações sobre supostas movimentações atípicas em sua conta bancária, que foram arquivadas após esclarecimentos prestados à Justiça. Agora, com o novo caso, o senador volta a ser pressionado a prestar contas sobre suas relações financeiras.
O Banco Master, por sua vez, é uma instituição financeira de médio porte que tem sido alvo de investigações por suspeitas de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A instituição nega qualquer irregularidade e afirma que todos os repasses feitos à Copenhagen Assessoria foram legais e devidamente registrados.
O cenário político nacional acompanha com atenção os desdobramentos do caso, que pode ter impactos significativos na corrida eleitoral de 2026. Enquanto isso, a Polícia Federal e o Ministério Público seguem com as investigações, que devem incluir depoimentos de envolvidos e análise de documentos financeiros.
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