Fogos e Fogueiras: Saúde Alerta Tutores sobre Riscos a Cães e Gatos Durante Festas Juninas

Com a proximidade dos festejos juninos, a Secretaria de Saúde emitiu uma série de orientações para tutores de cães e gatos, visando minimizar os riscos à saúde dos animais durante as celebrações. O alerta abrange desde cuidados com fogueiras e fogos de artifício até a prevenção de intoxicações alimentares, em um período marcado por tradições que podem representar perigos silenciosos para os pets.

Entre os principais pontos destacados pela pasta está a atenção redobrada com os fogos de artifício. O barulho intenso e imprevisível pode causar estresse agudo em cães e gatos, levando a comportamentos como fuga, tremores, salivação excessiva e até ataques cardíacos em animais mais sensíveis. A orientação é manter os animais em ambientes fechados e seguros, com música suave ou ruído branco para abafar os estampidos, além de garantir que tenham acesso a água fresca e um local para se esconder.

Riscos com fogueiras e comidas típicas

Outro perigo comum nos festejos juninos são as fogueiras. A Secretaria de Saúde recomenda que tutores mantenham cães e gatos afastados das chamas e brasas, pois queimaduras podem ocorrer rapidamente, especialmente em patas e focinhos. Além disso, a ingestão de carvão ou cinzas pode provocar intoxicações graves. A orientação é nunca deixar os animais soltos perto de fogueiras e, em caso de acidente, buscar atendimento veterinário imediato.

As comidas típicas também merecem atenção. Alimentos como milho cozido, canjica, pé-de-moleque e quentão contêm ingredientes tóxicos para cães e gatos, como uvas-passas, chocolate, álcool e excesso de açúcar e gordura. A ingestão pode causar desde vômitos e diarreia até pancreatite e insuficiência renal. A recomendação é não oferecer restos de comida junina aos animais e manter os petiscos fora do alcance.

Panorama geral e impacto

O alerta da Secretaria de Saúde se insere em um contexto mais amplo de aumento de acidentes com animais durante o período junino. Dados de hospitais veterinários públicos indicam que, nos meses de junho e julho, os casos de queimaduras, intoxicações e traumas por fuga crescem até 40% em relação à média anual. A iniciativa de orientar tutores busca justamente reduzir esses números, promovendo uma convivência mais segura entre humanos e animais nas festas.

Especialistas em bem-estar animal também reforçam a importância de planejamento prévio. Para animais com histórico de estresse por fogos, o uso de medicamentos prescritos por veterinários pode ser necessário. Além disso, a identificação por microchip ou coleira com contato atualizado é essencial para facilitar a localização em caso de fuga. A Secretaria de Saúde conclui que a prevenção é a melhor ferramenta para garantir que os festejos juninos sejam motivo de alegria, e não de emergências veterinárias.

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