França paralisa 3 reatores nucleares por invasão de águas-vivas pelo 2º ano seguido

A França interrompeu, nesta semana, a operação de três reatores em uma usina nuclear no litoral do país, após uma invasão massiva de águas-vivas obstruir os sistemas de resfriamento. A paralisação, que se repete pelo segundo ano consecutivo, levanta alerta sobre a vulnerabilidade da infraestrutura energética diante de mudanças nos ecossistemas marinhos.

Segundo a operadora da usina, os animais foram sugados pelas bombas de captação de água do mar, utilizadas para refrigerar os reatores. Técnicos tentaram remover os organismos, mas a quantidade era tão grande que a decisão foi desligar as unidades por segurança. A empresa não informou prazo para retomada das atividades.

Especialistas apontam que o aquecimento das águas e a redução de predadores naturais têm favorecido a proliferação das águas-vivas na região. O episódio reacende o debate sobre a dependência de fontes nucleares e a necessidade de planos de contingência para eventos climáticos e biológicos extremos.

Enquanto isso, o governo francês avalia medidas de proteção nas tomadas d’água das usinas costeiras. A expectativa é que novas barreiras físicas sejam instaladas antes do próximo verão, quando o fenômeno tende a se intensificar.

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