Seis suspeitos de envolvimento em fraude bancária foram presos em Sergipe, conforme divulgado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (10). As investigações apontam que, somente em julho deste ano, cerca de 150 pessoas foram vítimas do grupo criminoso, que atuava com anúncios falsos e páginas fraudulentas para acessar contas bancárias.
Durante as prisões, os agentes apreenderam celulares que continham conversas reveladoras sobre o modo de atuação dos criminosos. O delegado Érico Xavier afirmou que os equipamentos passarão por análise técnica para dimensionar o prejuízo total causado e verificar se há envolvimento de outras pessoas no esquema.
Como funcionava o golpe
A investigação identificou um roteiro detalhado usado pelo grupo para obter acesso às contas das vítimas. O primeiro passo era a veiculação de anúncios fraudulentos, com ofertas de crédito ou serviços bancários atrativos. Após o interesse da vítima, ela era direcionada a um atendimento automatizado no WhatsApp, simulando um assistente virtual. Durante o atendimento, a vítima recebia um link para uma página falsa, onde eram capturadas suas credenciais bancárias.
Em seguida, os criminosos entravam em contato pelo aplicativo para convencer a vítima a fornecer um código de segurança recebido por SMS ou aplicativo. Com esse código, eles cadastravam um novo aparelho na conta bancária, acessavam o saldo e realizavam transferências para contas de terceiros.
Impacto e próximos passos
A ação policial representa um avanço no combate a esse tipo de crime digital, que tem se tornado cada vez mais comum no Brasil. A análise dos celulares apreendidos pode revelar novas vítimas e conexões com outras organizações criminosas. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias anônimas pelo Disque-Denúncia 181, que podem auxiliar nas investigações.
O caso ganha relevância em um contexto de aumento de golpes bancários no país, que afetam principalmente pessoas com menor familiaridade com tecnologia. As autoridades orientam que os usuários desconfiem de ofertas milagrosas e nunca compartilhem códigos de segurança com terceiros.
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