As campanhas eleitorais de 2026 já movimentam cifras milionárias de fundos públicos, com recursos repassados aos partidos conforme o tamanho das bancadas no Congresso. O modelo, criticado por uns e defendido por outros, volta a ser alvo de debate em meio à corrida eleitoral que entra em fase decisiva, com prazos de registro e início da propaganda agitando o cenário político.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, a divisão do dinheiro segue a lógica proporcional: quanto maior a bancada, maior a fatia do bolo. Na prática, isso reforça a hegemonia das siglas grandes e deixa nanicos à míngua, alimentando a velha discussão sobre a influência do capital na política.
Diante do cenário, um especialista ouvido pela reportagem defende a volta do financiamento privado por empresas, extinto após a reforma de 2015. Para ele, a medida ampliaria a base de doadores e reduziria a dependência do dinheiro público — argumento que, no entanto, esbarra em críticas históricas sobre o risco de aparelhamento do Estado por interesses corporativos.
Em Alagoas, a discussão ganha contornos locais com a pré-candidatura de João Henrique Caldas (JHC) ao governo, que deve observar de perto como esses recursos serão distribuídos e usados na disputa estadual. O próximo passo esperado é a definição das regras definitivas de financiamento e o calendário oficial de propaganda, que promete esquentar o debate público.
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