Furto de fiação de cobre prejudica atendimento em delegacias de Maceió e leva à prisão de dono de ferro velho

A Polícia Civil prendeu, na terça-feira (17), um homem de 49 anos, dono de um ferro velho, suspeito de receptação qualificada, no bairro do Jacintinho, em Maceió. A prisão ocorreu após investigações apontarem que ele estaria com parte da fiação de cobre furtada de um poste localizado nos fundos do Complexo de Delegacias Especializadas (CODE), na Mangabeiras. O furto, ocorrido no início deste mês, prejudicou o atendimento ao público nas delegacias que funcionam no local.

O CODE abriga as delegacias da Mulher, de Desaparecidos, de Trânsito, de Proteção aos Vulneráveis e de Roubos. De acordo com a Polícia Civil, o crime de receptação qualificada prevê pena de até 16 anos de prisão. O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi detido em flagrante e encaminhado ao sistema prisional, onde aguarda decisão judicial.

Autores do furto são identificados

Segundo informações da Polícia Civil ao g1, duas pessoas em situação de rua, que vivem na região da Mangabeiras, foram identificadas como autoras do furto da fiação. Elas já possuem passagens policiais pelo mesmo tipo de crime. A polícia não detalhou se os suspeitos foram presos ou se ainda estão foragidos, mas as investigações continuam para apurar a extensão do esquema de furto e receptação de cabos de cobre na capital alagoana.

Impacto no serviço público e panorama geral

O furto de fiação de cobre tem se tornado recorrente em Maceió, afetando não apenas a infraestrutura de segurança pública, mas também serviços essenciais como iluminação pública e telecomunicações. O caso do CODE expõe a vulnerabilidade de equipamentos públicos, mesmo em áreas consideradas estratégicas. A ação criminosa comprometeu o atendimento à população, que depende das delegacias especializadas para registrar ocorrências de violência doméstica, desaparecimentos e roubos. A Polícia Civil reforçou a importância da colaboração da população para denunciar crimes de receptação, que alimentam o mercado ilegal de metais. O caso também levanta discussões sobre a necessidade de maior segurança patrimonial em prédios públicos e de políticas de inclusão para pessoas em situação de rua, muitas vezes envolvidas nesse tipo de delito por falta de alternativas.

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