O gari José Francisco Barros, de 37 anos, virou exemplo de dedicação ao recolher livros descartados no lixo durante a rotina de trabalho na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O objetivo era simples: dar à esposa, Andreia Guimarães Tavares, a chance de estudar e mudar de vida.
O gesto, que começou como um ato de amor, teve desfecho surpreendente. Andreia, que usou os livros encontrados para se preparar para concursos, passou em prova da Polícia Militar de Goiás e hoje ostenta a patente de capitã. A história, que viralizou nas redes, levanta debates sobre acesso à educação e oportunidades no serviço público.
Enquanto isso, políticos alagoanos repercutem o caso como exemplo de superação em meio a cortes orçamentários na educação. O governador Paulo Dantas, por exemplo, já anunciou que pretende usar a narrativa para defender investimentos em programas de incentivo aos estudos entre servidores de baixa renda.
Próximo passo esperado: a Assembleia Legislativa deve pautar projeto que cria bolsas para familiares de garis e catadores, inspirado na história de José e Andreia.
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