Governo Central Registra Déficit de R$ 30 Bilhões em Fevereiro, Impulsionado por Programas Sociais e Reajustes

O Governo Central do Brasil registrou um déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro, influenciado por gastos com o Programa Pé-de-Meia e reajustes salariais. A Agência Brasil informou que, apesar do resultado negativo, houve melhora em comparação com 2025 e superou as expectativas do mercado, refletindo o complexo panorama fiscal do país.

O **Governo Central** do Brasil, englobando o **Tesouro Nacional**, a **Previdência Social** e o **Banco Central**, registrou um déficit primário de **R$ 30,046 bilhões** em fevereiro, um resultado que reflete as pressões orçamentárias decorrentes de programas sociais como o **Pé-de-Meia** e os reajustes concedidos ao funcionalismo público. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30) pelo **Tesouro Nacional**, revelando um cenário fiscal desafiador, mas com nuances de melhora em relação a períodos anteriores e expectativas do mercado financeiro.

Este déficit primário, que ocorre quando as despesas superam as receitas sem considerar os juros da dívida pública, representa um desafio contínuo para a gestão econômica do país. No entanto, o saldo negativo de fevereiro de 2026 demonstrou uma melhora notável em comparação com o mesmo mês de 2025, quando o rombo nas contas públicas foi ainda maior, atingindo **R$ 31,598 bilhões**. Essa redução no déficit, embora ainda represente um valor significativo, aponta para uma contenção de gastos ou um aumento de receitas mais eficaz no período.

Além da melhora em relação ao ano anterior, o desempenho fiscal de fevereiro também superou as projeções do mercado financeiro. A pesquisa **Prisma Fiscal**, uma sondagem mensal realizada pelo **Ministério da Fazenda** com diversas instituições financeiras, estimava um resultado negativo de **R$ 34,3 bilhões**. O resultado efetivo, portanto, indica um alívio nas contas públicas no curto prazo, gerando um otimismo cauteloso entre os analistas e formuladores de políticas econômicas.

A composição do resultado fiscal reflete uma dinâmica complexa entre receitas e despesas. Conforme apontado pela **Agência Brasil**, houve um aumento nas receitas, impulsionado principalmente pela arrecadação de tributos, o que demonstra uma recuperação ou maior eficiência na coleta fiscal. Contudo, esse crescimento foi acompanhado por um aumento nas despesas, especialmente em áreas cruciais como a **Previdência**, gastos com pessoal e a implementação de programas sociais. O **Programa Pé-de-Meia**, por exemplo, visa a permanência de estudantes no ensino médio, mas representa um novo encargo orçamentário.

No panorama político e econômico geral, o Brasil busca consolidar a recuperação pós-pandemia e enfrentar os desafios fiscais de longa data. A gestão atual tem se esforçado para equilibrar a necessidade de investimentos sociais e infraestrutura com a responsabilidade fiscal, buscando a sustentabilidade das contas públicas. A discussão sobre a reforma tributária e a busca por novas fontes de receita, em conjunto com a revisão de gastos, são temas centrais no debate político e econômico. A manutenção de um superávit acumulado no ano, graças ao resultado positivo de janeiro, oferece um respiro, mas a persistência de déficits mensais exige vigilância e estratégias contínuas para o cumprimento das metas fiscais.

Detalhes do Desempenho de Fevereiro

Em fevereiro, o desequilíbrio entre receitas e despesas foi o principal fator para o resultado negativo. A **receita líquida** do **Governo Central** alcançou **R$ 157,8 bilhões**, registrando um crescimento real de **5,6%** acima da inflação. Por outro lado, as **despesas totais** somaram **R$ 187,7 bilhões**, com um aumento real de **3,1%** acima da inflação. A diferença entre esses dois valores resultou no déficit primário de **R$ 30,046 bilhões**, que, embora negativo, representou uma melhora em relação ao déficit maior registrado no mesmo período do ano anterior.

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