O governo brasileiro classificou como ‘descabido’ o tarifaço imposto por potências estrangeiras e anunciou a criação de um programa de apoio a empresas nacionais afetadas pela medida. A declaração foi feita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também destacou a necessidade de proteger a economia doméstica diante do aumento de barreiras comerciais.
O programa, ainda em fase de elaboração, prevê linhas de crédito especiais, incentivos fiscais e suporte técnico para setores estratégicos, como o agronegócio e a indústria de transformação. A iniciativa surge em resposta ao tarifaço, que elevou alíquotas de importação para produtos brasileiros, gerando preocupação entre exportadores e associações empresariais.
Panorama político e econômico
O anúncio ocorre em um contexto de tensões comerciais globais, com países como Estados Unidos e China adotando medidas protecionistas. No Brasil, a reação do governo busca equilibrar a defesa dos interesses nacionais com a manutenção de relações diplomáticas. O ministro da Economia, Fernando Haddad, também se pronunciou, afirmando que o tarifaço ‘não contribui para o desenvolvimento sustentável’ e que o governo ‘não medirá esforços para mitigar os impactos’.
Lideranças empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), elogiaram a postura do governo, mas cobraram agilidade na implementação do programa. ‘Precisamos de medidas concretas e rápidas para evitar demissões e perda de competitividade’, disse o presidente da CNI, Robson Andrade, em nota.
O tarifaço, que entrou em vigor na última semana, afeta diretamente setores como o de carne bovina, soja e minério de ferro, que juntos representam cerca de 30% das exportações brasileiras. Especialistas estimam que a medida pode reduzir o PIB em até 0,5% no curto prazo, caso não haja contrapartidas eficazes.
O governo também estuda acionar mecanismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para contestar a legalidade das tarifas. ‘Não vamos aceitar imposições unilaterais que prejudiquem o desenvolvimento do país’, reforçou Alckmin, em coletiva de imprensa.
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