Após a morte de um jovem em um acidente envolvendo atividades de esportes radicais, o Governo do Estado de São Paulo realizou uma força-tarefa de vistoria em 11 pontos de rope jump e bungee jump em todo o estado, incluindo o emblemático Viaduto Sumaré, na capital paulista. A operação, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública em parceria com órgãos municipais e estaduais, não resultou em apreensões, mas gerou um alerta sobre a necessidade de regulamentação e fiscalização contínua dessas práticas, que atraem milhares de turistas e aventureiros.
A força-tarefa foi deflagrada após a comoção causada pela morte de um jovem, cuja identidade não foi divulgada, em um ponto de rope jump na região metropolitana. O acidente reacendeu o debate sobre a segurança de atividades radicais, que muitas vezes operam sem licenças adequadas ou equipamentos certificados. Durante a vistoria, equipes técnicas inspecionaram cabos, mosquetões, ancoragens e sistemas de segurança em locais como o Viaduto Sumaré, conhecido por ser um dos principais pontos de salto em São Paulo, além de outros 10 pontos distribuídos pelo interior e litoral do estado.
Panorama político e impacto na segurança
A ação do governo estadual ocorre em um contexto de crescente pressão popular e midiática por mais rigor na fiscalização de esportes de aventura. Deputados estaduais de diferentes partidos já anunciaram a criação de uma comissão para discutir uma lei específica que regulamente a prática de rope jump e bungee jump, incluindo exigências de seguro, laudos técnicos e treinamento obrigatório para operadores. A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, informou que estuda a criação de um cadastro municipal de pontos autorizados, com multas para quem operar irregularmente.
O Viaduto Sumaré, que já foi palco de eventos esportivos e gravações, tornou-se um símbolo da falta de padronização. A vistoria não encontrou irregularidades graves no local, mas a ausência de apreensões não significa que todos os pontos estejam seguros, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. A Associação Brasileira de Esportes Radicais (ABER) defende a criação de um selo de qualidade, enquanto prefeitos de cidades turísticas, como Campos do Jordão e Ubatuba, pedem apoio técnico e financeiro para fiscalizar as atividades.
A morte do jovem também trouxe à tona a responsabilidade das empresas que alugam equipamentos e organizam os saltos. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar possíveis crimes de homicídio culposo ou omissão de socorro. Enquanto isso, o governo estadual prometeu novas vistorias em pontos não listados, com base em denúncias anônimas. A operação, segundo a Secretaria de Segurança Pública, é um primeiro passo para evitar novas tragédias e garantir que o turismo de aventura no estado não seja sinônimo de risco.
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