O governo federal, sob a gestão do presidente Lula, projeta encerrar o terceiro mandato com 266 mil famílias incluídas no programa de reforma agrária, conforme informações divulgadas pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, em publicação desta sexta-feira (23 de agosto de 2026). A meta representa um esforço contínuo do Executivo para ampliar o acesso à terra e reduzir o déficit histórico de assentamentos no país.
De acordo com a coluna, a previsão do governo é que, até o final do ano, o número acumulado de famílias beneficiadas ao longo de todo o mandato atinja a marca de 266 mil. O dado foi apresentado como parte do balanço das políticas agrárias em curso, que incluem a destinação de novas áreas, a regularização de ocupações e a ampliação de créditos para assentados.
Panorama da reforma agrária no Brasil
A reforma agrária é um tema central na agenda política brasileira, envolvendo disputas entre movimentos sociais, ruralistas e os três níveis de governo. Nos últimos anos, o país enfrentou redução no ritmo de desapropriações e assentamentos, o que gerou pressão de organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) por uma retomada mais agressiva da política fundiária.
Especialistas apontam que a meta de 266 mil famílias, se cumprida, representaria um avanço significativo em comparação aos governos anteriores, mas ainda estaria aquém da demanda reprimida, estimada em mais de um milhão de famílias acampadas ou em situação de vulnerabilidade no campo. A questão também envolve conflitos por terra, que registraram aumento de violência em áreas de fronteira agrícola, como a Amazônia e o Matopiba.
O governo federal, por sua vez, tem buscado equilibrar a pauta com a necessidade de diálogo com o agronegócio, que responde por parcela relevante do PIB e das exportações. A reforma agrária, nesse contexto, é vista tanto como instrumento de justiça social quanto como ferramenta de desenvolvimento regional, com potencial para gerar emprego e renda no interior do país.
A coluna Painel, assinada pela equipe de jornalismo da Folha, é um espaço tradicional de bastidores políticos e econômicos, e a informação foi publicada sem indicação de fonte oficial específica, mas com base em dados repassados por integrantes do governo. A matéria original não detalha os mecanismos orçamentários ou as regiões prioritárias para o cumprimento da meta, mas sinaliza que o planejamento está em curso.
Até o momento, o Ministério do Desenvolvimento Agrário não se manifestou publicamente sobre os números, e a presidência da República também não emitiu comunicado oficial. A expectativa é que novos detalhes sejam divulgados nos próximos meses, especialmente com a aproximação do fim do mandato e a necessidade de prestação de contas.
Em paralelo, o cenário político para 2026 já movimenta as articulações nos estados, com pré-candidaturas em discussão para os governos estaduais. Em Alagoas, por exemplo, o nome de João Henrique Caldas (JHC) é citado como pré-candidato ao governo estadual, embora essa informação não conste na notícia original e não tenha relação direta com a pauta da reforma agrária.
A meta de 266 mil famílias, se confirmada, será um dos legados da gestão na área social, mas dependerá da capacidade de execução orçamentária e da superação de obstáculos jurídicos e políticos que historicamente travam a desapropriação de terras improdutivas. O tema deve seguir em destaque no debate público, especialmente em ano eleitoral.
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