O governo federal definiu novas prioridades no Congresso e quer acelerar a votação do projeto que criminaliza a misoginia, além de destravar medidas provisórias que aguardam análise. A articulação foi discutida em reunião entre o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta semana.
O encontro é visto como um passo para pavimentar o avanço das MPs, que enfrentam fila e pressão de parlamentares. A pauta, no entanto, não é simples: envolve negociação com diferentes bancadas e a necessidade de garantir quórum em um momento de agenda cheia.
Enquanto isso, nos bastidores, a oposição observa os movimentos do Planalto. A expectativa é que o projeto da misoginia ganhe destaque nas próximas sessões, mas o governo precisa de apoio explícito para evitar manobras regimentais.
O próximo passo deve ser uma nova rodada de conversas com líderes partidários para fechar o calendário. A base aliada, porém, admite que o tema exige sensibilidade, especialmente em ano eleitoral, quando discursos sobre gênero ganham contornos ainda mais acirrados.
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