O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (26), o fim de parte do subsídio ao diesel, com entrada em vigor na quarta-feira (1º de julho), e prepara um corte no benefício da gasolina, acompanhando a queda do preço do petróleo no mercado internacional. A decisão, publicada no site Frances News, reflete a estratégia da equipe econômica de retirar gradualmente os incentivos fiscais sobre combustíveis, em um movimento que busca equilibrar as contas públicas sem provocar choques abruptos nos preços ao consumidor. A medida ocorre em um contexto de desaceleração da inflação global e de pressão de setores produtivos por previsibilidade tributária.
De acordo com a fonte original, a redução do subsídio ao diesel foi motivada pela desvalorização do barril de petróleo no mercado internacional, que caiu cerca de 12% nos últimos 30 dias, segundo dados da Agência Internacional de Energia. O governo avalia que a queda nos preços internacionais permite aliviar o peso dos subsídios sem repassar integralmente o custo ao consumidor final. O corte no benefício da gasolina, ainda em fase de estudos, deve seguir o mesmo princípio, mas com um cronograma mais cauteloso para evitar impactos na cadeia de transporte e na logística nacional.
Panorama político e econômico
A decisão insere-se em um cenário de ajuste fiscal gradual, em que o governo busca reduzir despesas tributárias que somam, segundo estimativas do Tesouro Nacional, cerca de R$ 45 bilhões anuais apenas com subsídios a combustíveis. A medida é acompanhada de perto por parlamentares da base aliada e da oposição, que divergem sobre o ritmo da desoneração. Enquanto partidos de centro e direita defendem a manutenção dos subsídios para conter a inflação, setores da esquerda pressionam por uma reforma tributária mais ampla que inclua combustíveis fósseis. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já sinalizou que a retirada dos incentivos será feita de forma coordenada com a política de preços da Petrobras, que recentemente anunciou redução de 5% no diesel nas refinarias.
Especialistas consultados pelo Frances News apontam que a medida pode gerar economia de até R$ 8 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano, mas alertam para o risco de aumento de preços em postos de combustíveis, especialmente em regiões mais dependentes do diesel, como o agronegócio e o transporte rodoviário de cargas. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) já manifestou preocupação com o impacto no custo do frete, enquanto a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) defendeu a medida como necessária para a sustentabilidade fiscal.
O governo também avalia a possibilidade de criar um mecanismo de compensação social, como a ampliação do Auxílio Gás, para famílias de baixa renda, caso os preços subam acima do esperado. A decisão final sobre o corte na gasolina deve ser anunciada nas próximas semanas, após reuniões com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e com representantes do setor de combustíveis.
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