Pesquisa Quaest divulgada nessa quinta-feira (27) revelou que 57% dos eleitores do Acre ainda estão indecisos sobre a escolha do próximo governador, em um cenário de forte insatisfação com a gestão atual e a saúde como principal demanda da população. O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica, foi realizado entre os dias 23 e 26 de agosto e ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é AC-09106/2026.
Os números se referem à pesquisa espontânea, na qual o entrevistado não tem acesso à lista de candidatos. Além dos 57% de indecisos, outros 7% afirmaram que votarão em branco, nulo ou que não pretendem votar, o que significa que apenas cerca de um terço do eleitorado já tem uma preferência definida neste momento da disputa.
Rumos do governo estadual
O levantamento também avaliou a expectativa dos eleitores em relação ao futuro governo. A maioria, 44%, considera que é necessário mudar totalmente o que vem sendo feito. Outros 34% defendem que o novo governador deve mudar apenas o que não está bom, enquanto 19% acreditam que o trabalho atual deve ser continuado. Apenas 3% não souberam ou não responderam.
Saúde é o principal problema do estado
Quando questionados sobre o principal problema do Acre, os eleitores apontaram a saúde como a maior preocupação, citada por 26% dos entrevistados. Em seguida aparecem corrupção (13%), violência (11%) e desemprego (8%). Outros temas citados foram infraestrutura (7%), economia (4%), educação (4%) e pobreza/desigualdade (4%). Enchente foi mencionada por apenas 1%, enquanto 10% citaram outros problemas e 12% não souberam ou não responderam.
O cenário de alta indecisão e forte desejo de mudança reflete um momento de avaliação crítica da gestão estadual, com a população demonstrando preocupação com serviços básicos e transparência. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral e os dados completos estão disponíveis no portal g1, que integra a Rede Amazônica no estado.
O resultado se soma a um contexto nacional de crescente volatilidade eleitoral, como apontou levantamento do Datafolha que mostrou que 38% dos brasileiros não lembram em quem votaram para governador em 2022, indicando que a falta de memória e o desengajamento podem influenciar as próximas disputas. Especialistas também destacam o paradoxo econômico que desafia as eleições: bons indicadores nem sempre se traduzem em votos, o que pode explicar parte da indecisão observada no Acre e em outros estados.
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