Inea confirma vazamento de chorume no aterro de Seropédica; população é orientada a não usar água de poços e córregos

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ) confirmou, nesta segunda-feira (5), o extravasamento de chorume bruto no Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Seropédica, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e orientou a população do entorno a não utilizar água de poços e córregos. A medida foi tomada após denúncia de um morador, que registrou em vídeo caminhões-tanque próximos a um córrego com água escura. O vazamento, segundo relatos, ocorria há pelo menos quatro dias. Amostras foram colhidas para avaliar possíveis impactos ambientais.

Em nota, o Inea informou que, durante vistoria técnica, foi confirmado o extravasamento de chorume bruto, com escoamento superficial em direção ao cinturão verde de contenção e a um corpo hídrico localizado nas proximidades do empreendimento. Apesar do ocorrido, o órgão não constatou mortandade de peixes no local. Como medidas emergenciais, foram determinadas a contenção do vazamento e a remoção do chorume extravasado. Entre as ações adotadas estão a abertura de uma cava para drenagem do efluente, a sucção do chorume por caminhões a vácuo, a remoção da camada superficial de solo contaminada para destinação adequada no próprio aterro e o esvaziamento da lagoa de chorume que deu origem ao extravasamento. As causas do acidente estão sendo investigadas.

A Regenera Rio, empresa responsável pela gestão do aterro, afirmou em nota que identificou e controlou uma ocorrência pontual oriunda de uma estrutura do aterro. A empresa declarou que a situação foi prontamente controlada e que todas as medidas necessárias já foram adotadas, em conformidade com os protocolos ambientais e operacionais aplicáveis, colocando-se à disposição das autoridades competentes.

Já a Prefeitura do Rio, por meio da Comlurb, que destina diariamente a maior parte do lixo depositado no aterro, informou que pediu esclarecimentos à empresa assim que tomou conhecimento do vazamento. O episódio levanta preocupações sobre a segurança ambiental do maior aterro sanitário do estado, que recebe resíduos de diversos municípios da Região Metropolitana, incluindo a capital fluminense.

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