O influenciador Maxsuwell Celso Rodrigues, conhecido como Vovozona – personagem da turma do influenciador Carlinhos Maia –, e o policial militar Ronei da Silva Santos serão julgados pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio qualificado. A decisão foi proferida pela juíza responsável, que apontou motivo fútil como qualificadora. Ainda não há data marcada para o julgamento, e as defesas podem recorrer da decisão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a confusão que resultou no crime começou após um esbarrão em um evento. Durante o desentendimento, Ronei da Silva Santos teria perguntado a Maxsuwell o que estava acontecendo. Conforme os autos, Vovozona teria dito: “vá buscar o brinquedo, vá buscar o brinquedo”, em suposta referência à arma. A denúncia aponta que Ronei, policial militar da Bahia, sacou uma pistola 9 mm e atirou. Um dos tiros atingiu a vítima no abdômen.
Panorama do caso e repercussão
O caso ganhou repercussão nacional por envolver um personagem conhecido da turma de Carlinhos Maia, um dos maiores influenciadores do Brasil. Maxsuwell ficou famoso após conhecer Carlinhos quando trabalhava como motorista de van, sendo posteriormente convidado a participar de eventos e criações artísticas, como o Rancho do Maia. A situação expõe os riscos de conflitos em ambientes de grande exposição midiática e levanta debates sobre a conduta de figuras públicas e agentes de segurança.
A decisão da juíza de encaminhar o caso ao Tribunal do Júri reflete a gravidade da acusação: tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Esse tipo de qualificadora, prevista no Código Penal, pode aumentar a pena em caso de condenação. O Ministério Público sustenta que o esbarrão inicial não justificava a reação violenta, especialmente com uso de arma de fogo.
Posição das defesas
Em nota, a defesa de Ronei da Silva Santos afirmou que recebeu “com bastante serenidade” a decisão e que “segue convicta de que o conjunto de provas confirma a legalidade da conduta praticada pelo policial”. Já a defesa de Maxsuwell Celso Rodrigues ainda não foi localizada para comentar o andamento do processo.
Antecedentes e outra prisão
Maxsuwell já havia sido preso no dia 3 de abril, em Penedo, durante uma operação de combate ao tráfico de drogas em Alagoas. Ele deixou o presídio no dia 15 de maio, após a Justiça conceder habeas corpus. Na ocasião, a defesa alegou que nada de ilícito foi encontrado com o influenciador e que ele apareceu na investigação apenas em uma ligação na qual teria falado sobre drogas para consumo próprio, negando ligação com organização criminosa. Esse episódio anterior adiciona camadas de complexidade ao perfil do réu, mas não está diretamente relacionado ao crime de tentativa de homicídio.
O caso segue em tramitação na Justiça de Alagoas, e a expectativa é de que o julgamento ocorra nos próximos meses, salvo recursos que possam adiar a data. A sociedade aguarda o desfecho de um processo que mistura fama, violência e responsabilidade penal.
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