O Rio de Janeiro vive uma escalada preocupante: as denúncias de intolerância religiosa já somam 228 casos neste ano, o equivalente a quase um registro diário. O número acende o alerta entre lideranças e movimentos sociais, que cobram ações mais duras do poder público.
Os relatos colhidos pelas autoridades incluem ofensas verbais, intimidações em espaços públicos e até ameaças de morte. A maioria das vítimas pertence a religiões de matriz africana, alvo histórico desse tipo de violência, mas o problema atinge também outras crenças minoritárias.
Especialistas apontam que os números podem ser ainda maiores, já que muitas vítimas deixam de procurar a polícia por medo ou falta de confiança na resposta institucional. A subnotificação é um desafio para dimensionar o problema e criar políticas eficazes.
O crescimento dos casos reacende o debate sobre a laicidade do Estado e a necessidade de campanhas educativas permanentes. A expectativa é que o Ministério Público e as secretarias de segurança reforcem a investigação e a punição dos agressores, além de ampliar canais de acolhimento às vítimas.
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