Irmãos Andrew e Tristan Tate, influenciadores do movimento ‘redpill’, são presos em Miami para extradição ao Reino Unido

Os irmãos e influenciadores do movimento “redpill” Andrew Tate e Tristan Tate foram presos por autoridades federais neste sábado (18), em Miami, segundo o U.S. Marshals Service, conforme informou a agência Associated Press. A detenção ocorre em decorrência de um pedido de extradição do Reino Unido, onde a dupla enfrenta acusações de estupro e tráfico de pessoas. As acusações contra os irmãos não foram divulgadas de imediato, e o mandado de prisão estava sob sigilo, segundo Brady McCarron, porta-voz do Marshals Service.

Em 2023, Andrew Tate, ex-campeão de kickboxing, foi acusado de estupro e tráfico humano. Ele e Tristan haviam sido presos em 29 de dezembro de 2022 na Romênia por suspeita de envolvimento com tráfico humano. Em 31 de março de 2023, eles foram transferidos para prisão domiciliar após decisão de um juiz romeno. Foram novamente detidos no país europeu em março de 2024. Ambos negaram as acusações, e o caso não prosseguiu devido a irregularidades legais e processuais. Após a soltura, eles viajaram mais uma vez a Miami, nos EUA — a última delas em abril de 2026.

Os irmãos, defensores da hipermasculinidade e com milhões de seguidores nas redes sociais, eram procurados no Reino Unido, onde enfrentam acusações de estupro e tráfico de pessoas. Eles possuem dupla cidadania (americana e britânica) e mudaram-se para a Romênia em 2016. As acusações pendentes no Reino Unido apontavam que os irmãos haviam abusado de mulheres entre 2012 e 2015, em uma região ao norte de Londres onde cresceram. Seus advogados haviam afirmado que eles negavam as alegações.

O caso dos irmãos Tate expõe um panorama mais amplo de influenciadores digitais que promovem discursos de ódio e misoginia, especialmente entre jovens do sexo masculino. A dupla, que acumula milhões de seguidores, é conhecida por espalhar conteúdo misógino e promover um estilo de vida de luxo sem remorso. A prisão em Miami, com pedido de extradição do Reino Unido, destaca a cooperação internacional no combate a crimes de abuso sexual e tráfico humano, além de levantar questões sobre a responsabilidade de plataformas digitais na disseminação de discursos de ódio.

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