O projeto de lei que isenta custas judiciais para pessoas com renda de até R$ 5 mil foi aprovado, conforme anunciado pelo senador Renan Calheiros em entrevista à rádio CBN Maceió. A medida, que promete ampliar o acesso da população de baixa renda ao sistema judiciário, foi tratada pelo parlamentar como uma “promessa cumprida” e agora segue para sanção, gerando expectativas e debates sobre seus efeitos práticos.
Durante a entrevista, Renan Calheiros destacou que a aprovação representa um passo importante para reduzir as barreiras financeiras que impedem muitos cidadãos de buscar seus direitos na Justiça. A isenção abrange trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil, um público que, segundo dados do IBGE, corresponde a uma parcela significativa da população alagoana. A medida foi comemorada por movimentos sociais e entidades de defesa do consumidor, que veem nela um instrumento de democratização do acesso à Justiça.
Panorama político e contexto estadual
A aprovação ocorre em um momento de intensa movimentação política em Alagoas, com a pré-candidatura do PSDB ao governo estadual criticando indicadores sociais e defendendo renovação política contra a gestão de Paulo Dantas. Em contrapartida, o senador Renan Calheiros tem defendido alianças amplas e criticado o isolamento político, como fez durante agenda no Sertão alagoano. A pauta social, como a isenção de custas, surge como um trunfo para fortalecer a imagem de compromisso com a população, em meio a um cenário de disputa eleitoral acirrada.
Especialistas em direito processual alertam, no entanto, que a medida precisa ser acompanhada de investimentos em infraestrutura do Judiciário para evitar sobrecarga de processos e garantir celeridade. A Defensoria Pública do estado, que já atende grande parte da população carente, pode ser uma aliada na implementação, mas também enfrenta limitações orçamentárias. A expectativa é que a sanção presidencial ocorra nos próximos meses, com efeitos imediatos sobre novos processos.
Enquanto isso, a população alagoana acompanha com atenção os desdobramentos, tanto no campo jurídico quanto no político. A medida, se bem implementada, pode se tornar um marco no acesso à Justiça, mas sua eficácia dependerá de uma atuação coordenada entre os poderes. A reportagem seguirá monitorando os próximos passos e os impactos reais da nova legislação.
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