O ator e músico Jared Leto negou publicamente, nesta semana, as acusações de abuso sexual que surgiram contra ele após a exibição de um documentário investigativo. As denúncias, feitas por ex-funcionárias e colaboradoras, incluem relatos de conduta sexual inadequada e assédio moral durante a produção de filmes e shows da banda Thirty Seconds to Mars. Em comunicado oficial, Leto classificou as alegações como “falsas e difamatórias”, afirmando que nunca agiu de forma coercitiva ou abusiva com qualquer pessoa. O documentário, que ainda não teve o título divulgado, reuniu depoimentos de ao menos cinco mulheres que trabalharam com o artista entre 2005 e 2015.
As denúncias ganharam repercussão após a pré-estreia do documentário em festivais de cinema independente, onde trechos com relatos detalhados foram exibidos. Entre as acusações, estão episódios em que Leto supostamente teria feito avanços sexuais não consentidos, além de criar um ambiente de trabalho hostil. Uma das ex-funcionárias, que preferiu não se identificar, afirmou à produção que o ator “usava seu poder para coagir mulheres a situações constrangedoras”. Outra colaboradora, que trabalhou como assistente de produção, relatou que Leto a teria convidado para seu camarim sob pretexto profissional e, em seguida, feito investidas sexuais. O artista nega todas as alegações e afirma que as relações foram consensuais.
O caso reacende o debate sobre abuso de poder e assédio na indústria do entretenimento, especialmente após o movimento #MeToo, que expôs condutas de figuras como Harvey Weinstein e Kevin Spacey. Especialistas em direito trabalhista ouvidos pela reportagem destacam que, mesmo sem condenações judiciais, denúncias públicas podem afetar a carreira de artistas, com estúdios e produtoras evitando associações. Até o momento, nenhuma ação judicial foi movida contra Leto, mas advogados das denunciantes afirmam que novas provas podem surgir. A assessoria do ator informou que ele está “focado em sua defesa e em esclarecer os fatos”.
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