A Jurisdição Especial para a Paz (JEP) da Colômbia anunciou nesta semana a imputação de crimes de guerra e contra a humanidade contra vários líderes das extintas FARC. O tribunal, criado no acordo de paz de 2016, aponta envolvimento direto em massacres, tortura e deslocamentos forçados durante o conflito armado.
Os nomes dos ex-comandantes não foram divulgados integralmente, mas a decisão representa um duro golpe no processo de reconciliação. A JEP argumenta que os fatos ocorreram antes da assinatura do acordo e que a gravidade das violações exige responsabilização, mesmo com a promessa de anistia para crimes políticos.
O relatório detalha episódios de execuções extrajudiciais e sevícias contra civis, o que contraria a versão oficial das FARC de que atuavam apenas contra alvos militares. Organizações de direitos humanos celebraram a medida, enquanto setores da oposição cobram que a justiça também alcance agentes do Estado.
O próximo passo é a fase de reconhecimento de verdade, em que os acusados podem admitir os crimes em troca de penas alternativas. A expectativa é que o caso reacenda o debate sobre os limites da justiça transicional na Colômbia.
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