JHC silencia sobre operação da PF no Iprev e parte para o ataque contra Renan Filho

Enquanto a Polícia Federal apura aportes suspeitos no Instituto de Previdência de Alagoas (Iprev) durante sua gestão, João Henrique Caldas (JHC) prefere o silêncio. O pré-candidato ao governo estadual não comentou a operação, mas usou as redes sociais para atacar o senador Renan Filho, em uma tentativa de desviar o foco do que pode se tornar um problema eleitoral.

A postura de JHC contrasta com a agitação de bastidores. Nos bastidores, aliados avaliam que a investigação pode respingar na pré-candidatura, especialmente em um cenário onde a operação contra o Comando Vermelho em Alagoas já expôs conexões entre o crime organizado e o mundo político, levantando alertas sobre a necessidade de transparência.

Enquanto isso, o pré-candidato tenta emplacar uma narrativa de gestão eficiente, divulgando obras e programas da Prefeitura de Maceió. Mas a estratégia esbarra na realidade: a operação da PF não é sobre o presente, e sim sobre o passado recente, quando ele comandava o município e os repasses ao Iprev foram alvo de questionamento.

Para analistas, o silêncio de JHC pode ser tão danoso quanto o ataque a Renan Filho. A omissão diante de um fato concreto, enquanto se busca o eleitor, tende a gerar desconfiança. O próximo passo esperado é uma manifestação oficial do pré-candidato sobre a operação, algo que seus assessores evitam confirmar, mas que se torna cada vez mais inevitável.

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