A Justiça de Alagoas determinou que a Hapvida autorize e realize, em até duas horas, um procedimento vascular de urgência em um paciente de 89 anos internado em estado gravíssimo no Hospital Maceió (HMAC). A decisão atende a um pedido da Defensoria Pública, que denunciou a demora da operadora em liberar a angioplastia e trombectomia bilateral, essenciais para tratar uma isquemia crítica nos membros inferiores do idoso.
O caso expõe mais um capítulo da tensão entre planos de saúde e pacientes em Alagoas. A Hapvida, uma das maiores operadoras do estado, agora corre contra o relógio para cumprir a ordem judicial sob pena de multa. A Defensoria Pública ironiza a situação: ‘Não é possível que uma empresa desse porte precise de uma liminar para salvar uma vida’, disparou o defensor responsável pelo caso.
Politicamente, o episódio levanta questionamentos sobre a fiscalização dos planos de saúde no estado. O governo de Alagoas, por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), deve ser cobrado nos próximos dias para explicar a recorrência de negativas de cobertura em casos de urgência. A expectativa é que o caso sirva de alerta para novas ações judiciais contra a operadora.
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