O desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior negou um novo pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa do influenciador Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, preso preventivamente no dia 3 de julho durante uma operação contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro. A decisão monocrática foi publicada na última sexta-feira (17) e confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) nesta segunda-feira (20).
Na ocasião da prisão, os policiais apreenderam com PTK R$ 20 mil em dinheiro, dois iPhones, dois anéis de ouro e um pendrive. Segundo a investigação, ele é suspeito de integrar a organização criminosa, além dos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Além de PTK, outros oito suspeitos foram presos durante a operação, mas os nomes deles não foram divulgados.
O desembargador afirmou que não identificou flagrante constrangimento ilegal que justificasse a concessão da liminar em habeas corpus. O magistrado também destacou que há elementos de prova que vão além da suposta ligação de PTK com o chefe do Comando Vermelho em Alagoas. Segundo ele, a ação penal reúne um acervo probatório de aproximadamente 6 mil páginas, com indícios considerados suficientes para manter a prisão neste momento.
Quem é PTK
Influenciador digital, empresário e pré-candidato a deputado federal por Alagoas, Patrick de Almeida Silva ganhou visibilidade nas redes sociais ao abordar pautas relacionadas a comunidades periféricas e a motociclistas por aplicativo. Ex-morador da Vila Brejal, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, ele é responsável pelo projeto “Respeita os Motoboys”, que implantou pontos de apoio para a categoria em bairros da capital e em Arapiraca. Com mais de 180 mil seguidores em uma rede social, PTK publica conteúdos sobre encontros com motociclistas, reivindicações por melhorias em comunidades e ações sociais.
O g1 tenta localizar a defesa de Patrick de Almeida Silva para comentar a decisão.
O caso insere-se em um contexto mais amplo de combate a facções criminosas em Alagoas, onde operações recentes têm mirado tanto lideranças do tráfico quanto suspeitos de lavagem de dinheiro. A manutenção da prisão preventiva de PTK reflete a tendência do Judiciário local de reforçar medidas cautelares em investigações de grande porte, como evidenciado por outras decisões recentes do TJ-AL e do TJ-SP em casos similares.
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