Justiça mantém prisão preventiva de homem que confessou matar namorada e ocultar corpo em apartamento de Belo Horizonte

A Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva de um homem de 24 anos, suspeito de matar a namorada e esconder o corpo em um apartamento em Belo Horizonte. A decisão foi tomada após a investigação apontar que o suspeito confessou o crime, depois de apresentar versões contraditórias à polícia. O caso, que chocou a capital mineira, expõe falhas na proteção a vítimas de violência doméstica e reacende o debate sobre feminicídio no estado.

De acordo com a polícia, o corpo da vítima foi encontrado dentro do imóvel, localizado na região Centro-Sul de Belo Horizonte, após denúncia anônima. O suspeito foi preso em flagrante e, durante depoimento, mudou a versão dos fatos várias vezes, até confessar o assassinato. A motivação do crime ainda é investigada, mas há indícios de que a relação era marcada por ciúmes e violência psicológica.

Panorama da violência doméstica em Minas Gerais

O caso ocorre em meio a um aumento de denúncias de violência doméstica em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que, em 2025, foram registrados mais de 40 mil casos de violência contra a mulher no estado, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Especialistas apontam que a subnotificação ainda é um desafio, e que muitos feminicídios poderiam ser evitados com medidas protetivas mais efetivas.

A prisão preventiva do suspeito foi decretada pela Justiça, que considerou a gravidade do crime e o risco de fuga. A defesa do homem ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. A vítima, cujo nome não foi divulgado, era natural de uma cidade do interior de Minas Gerais e havia se mudado para Belo Horizonte há cerca de um ano.

Repercussão e medidas de proteção

O crime gerou comoção nas redes sociais e levou organizações de defesa dos direitos das mulheres a cobrarem ações mais rigorosas do poder público. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte informou que está investigando se houve falha no cumprimento de medidas protetivas que poderiam ter evitado a tragédia.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais afirmou que reforçará o treinamento de policiais para atendimento a vítimas de violência doméstica e que estuda a criação de um programa de monitoramento eletrônico para agressores reincidentes. O caso segue sob sigilo judicial.

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