O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) voltou a suspender, nesta terça-feira (7), a série de reuniões que elegeu o deputado federal Alex Manente (SP) como presidente do partido Cidadania, aprofundando o imbróglio judicial que já ameaça o registro eleitoral da legenda. A decisão, que interrompe o processo de escolha interna, foi tomada em meio a um cenário de disputa política que envolve diferentes alas do partido e que já havia gerado uma primeira suspensão anterior.
A nova determinação do TJDFT atinge diretamente a validade das reuniões partidárias que culminaram na eleição de Manente, que buscava consolidar seu comando à frente do Cidadania. O partido, que enfrenta uma crise interna desde o ano passado, vê-se agora em uma situação delicada: sem uma direção unificada reconhecida pela Justiça, corre o risco de não cumprir as exigências legais para manter seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O imbróglio judicial em torno da presidência do Cidadania já havia sido noticiado pelo Painel da Folha de S.Paulo, que destacou o temor de deputados da legenda de que o partido perca o registro eleitoral por causa do impasse na direção. A situação expõe as fragilidades internas de uma sigla que, nos últimos anos, tentou se reposicionar no espectro político brasileiro, mas que agora enfrenta desafios administrativos e jurídicos que podem comprometer sua sobrevivência.
O cenário político geral é de instabilidade para partidos de médio porte, que dependem de coesão interna e de decisões judiciais favoráveis para manter sua estrutura. O caso do Cidadania, com suas idas e vindas na Justiça, reflete um padrão de disputas que têm se tornado comuns em legendas que passam por reformulações ou que enfrentam rachas entre suas lideranças. A suspensão da eleição de Manente não apenas paralisa a gestão do partido, mas também levanta questionamentos sobre a capacidade de a legenda superar suas divisões internas a tempo de evitar sanções eleitorais.
Enquanto isso, o deputado Alex Manente, que já atuava como presidente interino, vê sua posição ser questionada novamente, enquanto outras lideranças do partido, como o ex-deputado Roberto Freire e o senador Alessandro Vieira, acompanham de perto os desdobramentos. A expectativa é de que o TJDFT analise os recursos apresentados pelas partes envolvidas, mas, por ora, a legenda segue sem uma direção definitiva, o que pode ter impactos diretos nas eleições municipais de 2026 e na manutenção de seu fundo partidário.
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