O presidente do PSD e candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab, criticou duramente os ataques do presidente argentino Javier Milei ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, durante a convenção do PL, onde Milei se referiu ao magistrado como ‘careca lixo’. Em declaração à imprensa, Kassab afirmou que o líder argentino deveria ser mais comedido em suas manifestações, especialmente em um contexto de relações diplomáticas entre Brasil e Argentina.

O episódio ocorreu na convenção do Partido Liberal (PL), em Brasília, quando Milei, em discurso, atacou diretamente Alexandre de Moraes, utilizando termos considerados ofensivos e inadequados para um chefe de Estado. A fala gerou reação imediata do governo brasileiro, que convocou o embaixador na Argentina para prestar esclarecimentos, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo.

Kassab, que também é uma figura central na política nacional, destacou que a liberdade de expressão não pode ser usada como escudo para agressões pessoais, especialmente vindas de um líder estrangeiro. ‘O presidente Milei precisa entender que o respeito entre nações é fundamental. Ofensas pessoais não contribuem para o diálogo e prejudicam as relações bilaterais’, declarou Kassab.

Panorama político e reações

A crítica de Kassab se insere em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Argentina, agravada por declarações polêmicas de Milei desde sua posse. O episódio também reflete as divisões internas na política brasileira, com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo palco do ataque, enquanto o PSD, de Kassab, busca uma posição de equilíbrio na corrida eleitoral de 2026.

O governo Lula, por sua vez, já havia convocado o embaixador brasileiro na Argentina para discutir o incidente, sinalizando que o caso será tratado com seriedade. A ofensa a Moraes, ministro do STF, também reacendeu o debate sobre a imunidade diplomática e os limites da liberdade de expressão em eventos políticos internacionais.

Especialistas em relações internacionais apontam que o episódio pode ter consequências para a integração regional, especialmente no Mercosul, onde Brasil e Argentina são parceiros estratégicos. A expectativa é que o governo argentino se posicione oficialmente sobre o ocorrido, enquanto Milei não se manifestou até o fechamento desta edição.

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